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Queridos professores, alunos, amigos, visitantes e parceiros profissionais..

Este Blog é composto de vários tipos de textos, dentre eles: Textos Pessoais, científicos, religiosos e textos históricos.

MATÉRIAS COMENTADAS: Psicopedagogia, filosofia, teologia, sociologia, educação, cultura, lazer, diversão, pensamentos, reflexões, dicas de beleza, receitas.......e meus monólogos.......

UMA VISÃO CRÍTICA DA REALIDADE...

Este Blog espera ser um espaço de liberdade de expressão para todos os admiradores e que acompanham o desenvolvimento da educação no Brasil. Aqui discutiremos, constantemente como os povos e sociedades ao longo de toda a história da humanidade, lutam em busca de melhorias na educação, enfim, ambiente de conversas sobre usos dos novos meios de informação e comunicação em educação.
Espero ansiosa suas colaborações e acima de tudo sua criticidade objetiva.
Ressaltando que, alguns textos e imagens aqui postados não são de minha autoria, se são seus, ou se você conhece autoria, entre em contato que ficarei feliz em dar os devidos créditos.
A leitura e a reescrita das temáticas sugeridas neste blog, serão para todos nós instrumentos de avaliação, onde educador e educando se relacionarão, e aperfeiçoarão seus conhecimentos e experiências cognitivas.

Entre e fique a vontade.
Boa navegação e pesquisa.

Psicopedagoga : Maria Maura

Contato:
marimaura@hotmail.com
marimaura@gmail.com




domingo, 7 de junho de 2009

Fábulas de Esopo parte XI


AS HIENAS

Dizem que as hienas mudam de sexo de um ano para o outro: ora são machos, ora são fêmeas. Como uma hiena macho copulava por trás com uma fêmea, esta lhe disse: - Estás me fazendo o que vão fazer contigo em breve. Isto vale para o magistrado que te ultraja e a quem sucederás logo depois.
(Autor: Esopo)


O ASNO E A MULA

Um asno e uma mula iam juntos por uma estrada. Vendo que eles levavam a mesma carga, o asno ficou indignado e se queixou de a mula ganhar mais ração do que ele e, no entanto, a carga era a mesma para os dois. Ao fim de algum tempo, como o asno já não estava mais agüentando a carga, o tropeiro passou uma parte dela para a mula. Um pouco depois, como o asno estivesse de novo esgotado, o tropeiro o aliviou de parte da carga, assim foi fazendo até que a mula terminou carregando tudo. Esta, então, se voltou para o asno:
- E agora, não mereço minha ração reforçada? Julguemos as coisas quando estão concluídas e não logo no começo. (Autor: Esopo)


A CABRA E O ASNO

Uma cabra e um asno viviam na mesma casa. A cabra ficou com ciúme porque o asno recebia mais ração do que ela. Ela lhe disse: - Que inferno é a sua vida! Quando não está no moinho, está carregando um fardo! Quer um conselho: quer descansar? Faça como se estivesse tendo uma crise de epilepsia e caia num buraco. O asno achou que era um bom conselho: caiu de propósito e quebrou os ossos. Seu dono foi atrás de um médico para socorrê-lo. - Se lhe der um chá de pulmão de cabra, ele vai se restabelecer. A cabra foi sacrificada e o asno ficou curado. Quem maquina contra os outros termina fazendo o mal a si próprio.
(Autor: Esopo)


A RAPOSA E AS UVAS

Uma raposa estava com muita fome e viu um cacho de uvas numa latada. Quis pegá-lo, mas não conseguiu. Ao se afastar, disse para si mesma: - Estão verdes. O homem, às vezes culpa as circunstâncias pelo seu fracasso. Não aceita que incapaz é ele mesmo.
(Autor: Esopo)


O HOMEM QUE ENCONTROU UM LEÃO DE OURO

Um avarento, que era também um poltrão, encontrou um leão de ouro. Disse então para si mesmo: - O que será de mim? Dividido entre meu amor pelas riquezas e minha fraqueza natural, não sou mais dono de mim e não sei o que fazer. Quem fabricou esse leão de ouro: o acaso ou o demônio? Minha alma guerreia contra si mesma: ela ama o ouro, mas teme o que ele fabricou. O desejo me impele a pegar aquilo que eu mesmo quero abandonar. Ó fortuna, que dás e não permites que eu pegue o que vejo. Ó bom gênio, cuja graça cria a minha desgraça! E agora? O que faço? Que astúcia devo usar? Vou mandar vir meus criados: eles pegarão o leão e eu olharei de longe como eles o seguram. Assim é o rico que não ousa tocar em suas riquezas.
(Autor: Esopo)


O LOBO SACIADO E A OVELHA

Um lobo saciado viu uma ovelha que jazia por terra. Achando que ela tinha desmaiado de medo, ele se aproximou e a acalmou dizendo: - Diz-me três coisas verdadeiras e te deixarei partir. A ovelha respondeu: - Eis os dois primeiros: gostaria de não te ter encontrado, ou, se encontrasse, que estivesse cego. Quanto ao terceiro, ouça bem: que a morte te carregue, a ti e a todos os lobos que atacam sem piedade pobres ovelhas. O lobo, achando que ela havia dito a verdade, deixou-a ir embora. Assim é a força da verdade, mesmo se dita a nossos inimigos. (Autor: Esopo)


O BODE E A VINHA

A vinha estava brotando novamente. Como um bode estava comendo seus botões, ela disse: - Por que me fazes mal? Acabou o capim? Lembra-te de que sou eu que forneço o vinho no dia do teu sacrifício. Receberás do outro o tratamento que lhe dás.
(Autor: Esopo)


O PASTOR E AS CABRAS SELVAGENS

Um pastor viu que entre suas cabras estavam algumas cabras selvagens. Em vez de expulsar as intrusas, levou-as para o estábulo junto com as outras. No outro dia, como houve uma tempestade, ele não pode levá-las ao pasto habitual e as manteve trancadas. Ora, às suas próprias cabras ele deu apenas a ração de sempre, o necessário para não matá-las de fome. Em contrapartida, tratou bem as estranhas, pensando assim ganhar a simpatia delas. Quando a tempestade amainou, ele as levou para o campo. Quando chegaram lá, as cabras selvagens ganharam a montanha e fugiram. O pastor disse-lhes então: - Ingratas, abandonar assim quem as tratou com tanto carinho! Voltando-se para ele, elas disseram: - Foi justamente isso que nos deixou cabreiras. Se a nós, que conheceste naquele dia, nos trataste melhor que aquelas que há muito tempo estão contigo, é sinal de que preferirás as que virão depois de nós. Se, numa amizade recente, te derem mais atenção que aos amigos de velha data, cuidado. Chegará o dia em que também serás velho amigo e te colocarão de lado.
(Autor: Esopo)


O LEÃO, A RAPOSA E A CORÇA

O leão estava muito doente e disse à raposa, sua boa amiga: - Quer que eu fique curado e viva? Vá buscar a grande corça que mora na floresta, convença-a com suas doces palavras e traga-a para mim: preciso de suas vísceras e de seu coração. A raposa se foi e controu a corça correndo pelos campos. Saudou-a amavelmente e disse-lhe: - Vou lhe dar uma boa notícia. Sabe que nosso rei, o leão, é meu vizinho. Ele está doente, quase morrendo. Ele se perguntou que animal seria o rei após sua morte. O javali, disse ele, é meio roliço; o urso, preguiçoso; a pantera, irritadiça; o tigre, fanfarrão. A corsa, concluiu ele, é a mais digna de reinar: tem um porte esbelto, vive muito e tem chifres temíveis. Em suma: você foi a escolhida. Que adianta ter sido a primeira a lhe dar essa notícia? Prometa-me uma coisa: tenho medo de que ele me chame. Ele precisa sobretudo de meus conselhos. E agora, vá até lá e assista-o em seus últimos instantes. A corça, ouvindo isso, se deixou levar pelos elogios e foi até a gruta do leão sem saber o que a esperava. Mal chegou e a fera foi logo saltando sobre ela. Mas só conseguiu rasgar-lhe as orelhas com suas garras. A corça fugiu em desabalada carreira pelo campo. A raposa esfregou as patas de raiva: tanto trabalho para nada! Quanto ao leão, lamentava-se rugindo, acossado pela fome e pela amargura: precisava mais uma vez que a raposa usasse de sua astúcia para trazer a corça de volta. - O senhor está me danto uma tarefa difícil e penosa - disse a raposa -, mas vou me esforçar. E, como um cão de caça, pôs-se atrás da corça, tramando mil maneiras de trazê-la para o leão. Perguntou aos pastores se não tinham visto uma corça ensanguentada. Eles mostraram o lugar da floresta onde ela estava. A raposa encontrou a corça descansando e foi direto ao assunto. A corça exclamou, o pêlo eriçado de raiva: - Mentirosa, pensa que vai me pegar de novo! Mais um passo e morre. Para alguns, as suas astúcias, para outros, os ingênuos, oferece um reino e os faz perder a cabeça com suas belas palavras. Mas a raposa respondeu: - Você é assim tão covarde e fraca? É assim que nos julga, nós seus amigos? Quando o leão pregou suas orelhas, como alguém que sabe que vai morrer, ele queria lhe dar conselhos e instruções para o seu reino glorioso. E você nem conseguiu suportar o arranhão da pata de um doente. Agora ele está com mais raiva ainda de você. O lobo é que vai ser o rei dos animais. É uma pena! O lobo malvado! Vamos, venha, não tenha medo. Juro por todas as folhas e por todas as fontes, o leão não lhe fará mal nenhum. Quanto a mim, estou à sua inteira disposição. A raposa conseguiu assim levar a corça de volta ao leão. Quando ela entrou no covil, foi logo abocanhada. O leão devorou tudo: ossos, tutano, vísceras. A raposa ficou só olhando, mas ao ver o coração da corça no chão pegou-o discretamente e o comeu para recompensar seu trabalho. Na mesma hora, o leão, ao não encontrá-lo entre os outros pedaços do animal, reclamou. A raposa, mantendo-se à distância, disse-lhe; - Na verdade, essa corça não tinha coração: não o procure mais. Como teria um coração de corça¹ quem, por por duas vezes, voltou ao antro de um leão para cair nas suas garras? O amor pela glória perturba o espírito e nos deixa cegos diante dos perigos.
¹ Comer o coração de um animal e em particular um "coração de corça" significa, em grego, ser covarde. Ver, por exemplo, Ilíada, I, 225.
(Autor: Esopo)


O ASNO, A RAPOSA E O LEÃO

Um asno e uma raposa que tinham ficado muito amigos foram à caça. Um leão apareceu no caminho. Vendo o perigo que os ameaçava, a raposa se aproximou do leão e prometeu entregar-lhe o asno: - Prometa-me, em troca, me deixar viva. O leão prometeu e a raposa se empenhou para fazer o asno cair na armadilha. Mas o leão, vendo que o asno já estava ganho, pegou primeiro a raposa para depois se ocupar do asno. Quem confia no sócio está trabalhando pela própria derrota.
(Autor: Esopo)


O PASTOR E O LOBO

Um pastor encontrou um lobo recém-nascido. Levou-o para casa e o criou com um de seus cães. O lobinho logo cresceu. Desde então, quando um lobo roubava uma ovelha, ele se juntava aos cães para escorraçá-lo. E, se acontecia de os cachorros não conseguirem pegar o lobo e voltarem de mãos abanando, ele continuava a perseguição até o fim e dividia a ovelha com seus companheiros de raça. Só depois disso retornava. No entanto, quando nenhum lobo vinha roubar uma ovelha, ele mesmo a matava escondido e se saciava junto com os cães. Mas o pastor terminou sabendo dos fatos e matou o lobo enforcando-o numa árvore. De semente ruim não nascem bons frutos.
(Autor: Esopo)


ZEUS, PROMETEU, ATENA E MOMOS


Zeus, Prometeu e Atena, tendo feito, respectivamente, o touro, o homem e uma casa, foram a Momos para que ele julgasse seus trabalhos. Mas Momos ficara com inveja e começou a dizer que Zeus tinha se enganado, que ele deveria ter colocado os olhos do touro na ponta dos chifres a fim de que ele visse onde estava batendo. Que Prometeu deveria ter posto o coração do homem do lado de fora para que os maus fossem reconhecidos e os pensamentos de cada um ficassem bem visíveis. Que Atena, enfim, deveria ter colocado a casa sobre rodas para que a gente pudesse se distanciar de um vizinho indelicado. Zeus, então, indignado, expulsou-o do Olimpo. Não há nada, por mais perfeito que seja, que não seja passível de correção.
(Autor: Esopo)


AS GANSAS E AS GRUAS

As gansas e as gruas estavam ciscando juntas num campo. Apareceram então uns caçadores. As gruas, leves, alçaram vôo, mas as gansas, muito pesadas, não conseguiram voar e foram capturadas. Assim, quando vem a guerra, os pobres têm facilidade de ir para outra cidade onde encontram a salvação e a liberdade; já os ricos, presos a seus inúmeros bens, são levados frqüentemente à escravidão.
(Autor: Esopo)


A GRALHA E O CÃO

Uma gralha convidou um cão para um banquete que ia dar para Atena. O cão lhe disse: - Por que gastar teu dinheiro à toa? A deusa te odeia tanto que não dá a mínima para os teus presságios. - Sei disso - respondeu a gralha -, e estou justamente oferecendo um banquete para ela para que nos reconciliemos. Por temer nossos inimigos procuramos agradá-los.
(Autor: Esopo)


O LEÃO E O CAMPONÊS

Um leão entrou no estábulo de um camponês. Este, para capturá-lo, trancou-o lá dentro. Como não podia mais sair, o leão dizimou primeiro o rebanho miúdo, depois atacou os bois. Temendo pela própria vida, o camponês deixou-o ir embora. Como o camponês ficou se lamentando, sua mulher disse: - Tens o que mereces. Por que prender um animal cuja presença mesmo ao longe te poria para correr? Quem excita os mais fortes deve estar preparado para suportar as conseqüências.
(Autor: Esopo)


O LOBO E O CORDEIRO

Ao ver um cordeiro à beira de um riacho, o lobo quis devorá-lo, mas era preciso ter uma boa razão. Apesar de estar na parte superior do riacho, acusou-o de sujar sua água, o que o impedia de matar a sede. O cordeiro se defendeu: - Eu bebo com a ponta dos lábios e, mesmo, como ia sujar a água se ela está vindo daí de cima, onde tu estás? Como ficou sem saber o que dizer, o lobo replicou: - Sim, mas no ano passado insultaste meu pai. O carneiro respondeu: -Eu nem era nascido... O lobo não se calou: - Podes te defender como quiseres que não deixarei de te devorar. Quando alguém está disposto a nos prejudicar de nada adianta nos defendermos.
(Autor: Esopo)


O PASTOR E SEUS CARNEIROS

Um pastor levou seus carneiros para uma floresta de carvalhos. Sob uma enorme árvore cheia de frutos, ele estendeu seu casaco. Depois subiu para sacudi-la e assim os frutos cairiam. Mas os carneiros comeram indistintamente as bolotas e o casaco. Quando desceu, vendo o que tinha acontecido, o pastor exclamou: - Suas bestas, aos outros vocês dão sua lã para abrigá-los, e a mim, que lhes dou o sustento, vocês detroem até o casaco! Muita gente, sem se dar conta, serve a desconhecidos e faz mal aos que lhe são próximos. (Autor: Esopo)


O ASNO E A ESTÁTUA DE UM DEUS

Um homem tinha colocado a estátua de um deus no dorso de seu asno e levou-o à cidade. Por onde passavam, todo mundo se curvava diante da estátua. O asno pensou que era a ele que adoravam. Todo envaidecido, pôs-se a zurrar e empacou. Compreendendo o que estava acontecendo, o dono do asno começou a bater-lhe e disse: - Cabeça de asno! Só faltava isso: um asno ser adorado pelos homens. Quem te conhece ri de teu orgulho quando não tens nada a ver com aquilo de que te orgulhas.
(Autor: Esopo)

***********marimaura*********

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