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Queridos professores, alunos, amigos, visitantes e parceiros profissionais..

Este Blog é composto de vários tipos de textos, dentre eles: Textos Pessoais, científicos, religiosos e textos históricos.

MATÉRIAS COMENTADAS: Psicopedagogia, filosofia, teologia, sociologia, educação, cultura, lazer, diversão, pensamentos, reflexões, dicas de beleza, receitas.......e meus monólogos.......

UMA VISÃO CRÍTICA DA REALIDADE...

Este Blog espera ser um espaço de liberdade de expressão para todos os admiradores e que acompanham o desenvolvimento da educação no Brasil. Aqui discutiremos, constantemente como os povos e sociedades ao longo de toda a história da humanidade, lutam em busca de melhorias na educação, enfim, ambiente de conversas sobre usos dos novos meios de informação e comunicação em educação.
Espero ansiosa suas colaborações e acima de tudo sua criticidade objetiva.
Ressaltando que, alguns textos e imagens aqui postados não são de minha autoria, se são seus, ou se você conhece autoria, entre em contato que ficarei feliz em dar os devidos créditos.
A leitura e a reescrita das temáticas sugeridas neste blog, serão para todos nós instrumentos de avaliação, onde educador e educando se relacionarão, e aperfeiçoarão seus conhecimentos e experiências cognitivas.

Entre e fique a vontade.
Boa navegação e pesquisa.

Psicopedagoga : Maria Maura

Contato:
marimaura@hotmail.com
marimaura@gmail.com




domingo, 7 de junho de 2009

Fábulas de Esopo Parte III


O LEÃO VELHO

DECRÉPITO o leão, terror dos bosques,
E saudoso da antiga fortaleza,
Viu-se atacado pelos outros brutos,
Que intrépidos tornou sua fraqueza.

EIS o lôbo c'os dentes o maltrata,
O cavalo c'os pés, o boi c'as pontas,
E o mísero leão, rugindo apenas,
Paciente digere estas afrontas.

NÃO se queixa dos fados; porém, vendo
Vir o burro, animal de ínfima sorte,
- Ah! vil raça! - lhe diz - morrer não temo,
Mas sofrer-te uma injúria é mais que morte!
(Autor: M.M.B.de Bocage.)


O LEÃO E A LEBRE

Era uma lebre engraçada,
Estimada
Na corte d’El-Rei Leão:
Todos os bobos o são
Sempre na corte dos reis.
- "Meu senhor, não me direis,
Se é verdade ou se é mentira,
Que dum galo o triste canto
Pode tanto,
E tanto terror inspira,
Que até chegue a ser capaz
De fazer voltar atrás
Um leão?!" – "É bem verdade,
- Diz El-Rei – fragilidade
Essa é nossa; e outras tais
Vês nos grandes animais,
Por exemplo, o elefante,
Grande, enorme,
Tão possante,
Já não dorme
Nem sossega
Se junto dele se chega,
A grunhir, o porco imundo."
- "Agora percebo a fundo
- A lebre diz – o segredo
Por que os cães me metem medo."
(Autor: V. de Santa Mônica)


O CACHORRO, O TIGRE E O MACACO

Um cachorrinho perdido na selva vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está pronto para atacá-lo, o cachorrinho diz: - Ah, que delícia este tigre que acabo de comer! O tigre pára bruscamente e sai apavorado, correndo da "fera", pensando com seus botões: " Que cachorro bravo! Por pouco não devora a mim também!". Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo, atrás do tigre e conta como ele fora enganado. O tigre furioso diz: - Cachorro maldito! Vai pagar caro por isso! O cachorrinho vê que o tigre novamente vem atrás dele, dessa vez trazendo o macaco em suas costas, e pensa: "Ah, macaco traidor! O que eu faço agora?". Quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz: - Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu mandei ele me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou! Moral da História: Usando a imaginação podemos obter grandes resultados. Seja criativo. Esse detalhe diferencia uma pessoa vencedora de uma outra apenas esforçada.
(Autor desconhecido)

A RATOEIRA

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse: - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então até a vaca, e ela lhe disse: - O que Sr. rato uma ratoeira, por acaso estou em perigo, acho que não! Então o rato voltou para casa cabisbaixo e abatido para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O problema de um, é problema de todos quando convivemos ou trabalhamos em equipe.
(Autor desconhecido)


A LEOA E A RAPOSA

Uma leoa disse à raposa que a reprovava por só ter dado à luz um filhote:
- Um só, mas um leão!
O bem deve ser medido não pela quantidade, mas por seu valor.
(Autor: Esopo)


A COTOVIA

Presa numa arapuca, uma cotovia se lamentava: “Pobre de mim! Pobre pássaro que sou! Não roubei nem prata nem qualquer outro objeto precioso: por causa de um pequeno grão de trigo vou encontrar a morte”.
Tão grande risco por nada!
(Autor: Esopo)


O ASNO E O JARDINEIRO

Um asno a serviço de um jardineiro comia pouco e trabalhava muito. Ele pediu a Zeus que o libertasse de seu cativeiro fazendo-o trabalhar para um outro patrão. Zeus o ouviu e ele foi vendido a um oleiro. Mas, de novo, o asno reclamou: carregava ao mesmo tempo terra e barro, de modo que seu fardo era maior ainda que antes. Pediu uma vez mais para mudar a situação e foi vendido ao dono de um curtume. E eis que ele caiu de novo nas mãos de um patrão pior que os anteriores. Ao ver o trabalho que tinha de fazer, o asno dizia gemendo:
- Pobre de mim! Por que não fiquei com meus primeiros donos! Este, pelo que estou vendo, terminará me tirando a pele!
Um novo chefe faz lembrar com saudade o antigo.
(Autor: Esopo)


A ÁGUIA E SEUS DOIS DONOS

Um dia, uma águia foi capturada por um homem. Este lhe cortou as asas antes de jogá-la entre as aves de seu galinheiro. A águia baixava os olhos de vergonha; roída pela tristeza, parecia um rei cativo. Um outro homem a comprou e arrancou-lhe as penas. Depois, untou-a com mirra e as asas cresceram de novo. A águia voltou ao que era e, tendo pego uma lebre com suas garras, foi levá-la de presente ao seu novo dono. Mas uma raposa a viu e lhe disse:
- Entrega-a ao teu primeiro dono, pois o segundo é bom por natureza: melhor ser bem vista pelo primeiro, a fim de que ele não te pegue de novo e te prive de tuas asas.
(Autor: Esopo)


O CAVALO E O SOLDADO

Enquanto durou a guerra, um soldado alimentara com cevada seu cavalo, que lhe era muito precioso. Quanto veio a paz e o animal só servia, como um escravo, para carregar pesadas cargas, a palha substituiu a cevada. De novo, vieram os rumores de guerra. Ouviu-se o soar das trombetas. O dono do cavalo se armou, arreou-o e se foi cavalgando. Mas o cavalo depauperado caía a cada passo. Ele disse então ao dono: “Vai agora te juntar aos outros soldados! Como posso hoje agir como um cavalo depois de ter recebido tratamento de asno?
Em tempos de paz, é bom não esquecer o tempo dos infortúnios.
(Autor: Esopo)


O CANIÇO E A OLIVEIRA

Constância, força e impassibilidade: o caniço e a oliveira se gabavam alternadamente. Mas, como a oliveira o repreendia por curvar-se a todos os ventos, o caniço ficou em silêncio e não disse uma palavra. Algum tempo depois, um vento violento se pôs a soprar. Por mais que a tormenta o sacudisse, e o dobrasse, o caniço se mantinha firme. Mas a oliveira, de tanto enfrentar a violência dos ventos, terminou rachando.
Melhor ceder às circunstâncias e aos mais fortes que rivalizar com os poderosos.
(Autor: Esopo)


O CAMELO, O ELEFANTE E O MACACO

Um dia, os animais decidiram escolher um rei. O camelo e o elefante eram candidatos, e cada um achava que ia vencer, um graças à altura, o outro graças à força. Mas o macaco declarou ambos inaptos para reinar: “O camelo não sabe enfrentar os malfeitores; o elefante tem medo de porco, cujos ataques tememos”.
Basta muito pouco para sustar as grandes empresas.
(Autor: Esopo)


O BEM E OS MALES

O bem, vítima de sua fraqueza, foi expulso pelos males. Terminou indo parar no céu.
- Como – perguntou ele a Zeus – devo me comportar com os homens?
- Dirija-se a cada um deles em separado.
Eis porque os males, por permanecerem perto dos homens, os atormentam sem parar, enquanto o bem custa tanto a vir dos céus.
(Autor: Esopo)


ESTÁTUA À VENDA

Um homem tinha feito um Hermes de madeira. Foi vendê-lo na feira. Não encontrando comprador, pôs-se, para atrair a freguesia, a bradar das vantagens de sua mercadoria: era, dizia ele, um deus benfeitor e pródigo de favores. Alguém que passava lhe disse:
- Como queres vender alguém cujos favores te seriam tão úteis?
O vendedor respondeu:
- É que estou precisando de um socorro urgente e ele, normalmente, demora a distribuir seus benefícios.
(Autor: Esopo)


A PAREDE E A CAVILHA

Uma parede atravessada brutalmente por uma cavilha gritou:
- Por que estás me furando, não ti fiz nada!
A cavilha respondeu:
- Não sou eu, é alguém que está me batendo violentamente por trás.
(Autor: Esopo)


A ÁGUIA E A RAPOSA

Tendo ficado amigas, uma águia e uma raposa decidiram ficar morando uma perto da outra: esse acordo reforçaria, pensavam elas, a amizade. No alto de uma grande árvore, a águia fez seu ninho: logo embaixo, numa moita, a raposa deixou seus filhotes. Ora, um dia em que a raposa tinha ido caçar, a águia, desprovida de alimento, foi direto à moita e raptou as raposinhas e se regalou com seus filhotes. Quando a raposa voltou e viu o que tinha acontecido, ficou aflita com a dificuldade de se vingar da morte dos filhos: suas patas não permitiam fisgar um pássaro. Em sua impotência, reduziu-se a amaldiçoar de longe o inimigo: assim fazem os fracos. No entanto, a águia não tardou a ser punida por seu desrespeito à amizade. Estavam sacrificando uma cabra no prado. Ela foi até o altar, roubou uma víscera fumegante e a levou para o ninho. Um vento violento fez o fogo se propagar a partir de um graveto seco. Seus filhotes, ainda incapazes de voar, caíram no chão queimados. A raposa correu e, diante dos olhos da águia, os devorou.
O amigo traído é fraco demais para te castigar, mas nem por isso escaparás da vingança divina.
(Autor: Esopo)


ZEUS E APOLO

Zeus e Apolo disputavam para ver qual era o melhor arqueiro. Apolo puxou o arco e soltou a flecha. Zeus, então, com uma só pernada alcançou o local onde ele havia caído.
Ao presunçoso, a vergonha.
(Autor: Esopo)


O HOMEM E O LEÃO

Um homem e um leão que caminhavam juntos se gabavam o tempo todo. E eis que encontraram uma esteira com um homem estrangulando um leão. Mostrando-a a seu companheiro, o homem disse:
- Estás vendo como somos mais fortes que vocês.
Mas o animal, mal escondendo o riso, replicou:
- Se os leões soubessem esculpir, verias uma porção de homens destruídos por um leão.
Alguns se vangloriam – e são muitos – de serem fortes e ousados, até serem desmascarados e confundidos pela experiência.
(Autor: Esopo)


A VÍBORA E A HIDRA

Uma víbora ia regularmente beber água numa fonte. Mas uma hidra tinha feito ali sua morada e resolveu proibir-lhe o acesso;
- Aqui é meu domínio, a víbora que se contente com o seu.
O conflito chegou a tal ponto que elas decidiram se enfrentar. Quando chegou o dia da luta, as rãs, que detestavam a hidra, foram ao encontro da víbora para encorajá-la e lhe prometeram combater a seu lado. A luta começou. Enquanto a víbora enfrentava a hidra, as rãs, incapazes de fazer qualquer coisa, coaxavam até mais não poder. Vitoriosa na luta, a víbora lhes repreendeu a conduta: "Vocês tinham prometido lutar comigo, mas, em vez de me ajudar, ficaram cantando!".
"Saiba", responderam elas, "que é com a voz e não com os braços que nós ajudamos nossos aliados."
Quando se precisa de força, as palavras não servem para nada.
(Autor: Esopo)


ZEUS E O PUDOR

Quando fez o homem, Zeus deu-lhe uma série de apetrechos, mas se esqueceu de lhe dar o pudor.Por isso, sem saber onde colocá-lo, mandou que ele entrasse por trás. O pudor ficou indignado. Como Zeus insistisse, ele disse:
- Tudo bem, eu entro, desde que Eros não entre também, senão sairei logo.
Por isso que todos os devassos são despudorados.
(Autor: Esopo)


A LEBRE E A RAPOSA

A lebre perguntou à raposa:
- Que é que levas no teu saco, ouro ou mais uma peça? Pos teu nome significa lucro muito mais do que astúcia¹.
- Se queres saber - disse a raposa -, vem até minha casa, convido-te para jantar.
A lebre acompanhou a raposa até sua toca: lá, não havia nada para jantar a não ser a lebre. Esta declarou:
- Como aprendi com minha própria desgraça, sei agora de onde vem teu nome: de tua astúcia e não de teus lucros.
Curiosidade além da conta é fonte de grandes desgraças.
¹ A raposa às vezes é chamada em grego de kerdô, nome derivado de kerdos: "ganho, lucro, astúcia".
(autor: Esopo)


A GAIVOTA E O MILHAFRE

Uma gaivota se engasgara ao engolir um peixe e jazia morta na areia. Ao vê-la, um milhafre declarou:
- Bem mereceste teu destino, tu, que nasceste para os ares, fizeste do mar teu domínio.
Infeliz de quem adota costumes que lhe são alheios.
(Autor: Esopo)


O VIAJANTE E A VERDADE

Num lugar deserto, um viajante encontrou uma mulher que estava sozinha e triste.
- Quem és tu? - perguntou ele.
E ela:
- A verdade.
- E por que abandonaste a cidade dos homens pava viver nesta solidão?
- Foi porque antigamente só poucas pessoas mentiam; hoje a mentira está por toda parte.
(Autor: Esopo)


O ASNO E AS CIGARRAS

Um asno ouviu as cigarras cantando e começou a ficar com inveja da doçura de seu canto:
- o que é que vocês comem para ficar com voz tão bela?
- Orvalho, responderam elas.
O asno ficou esperando o orvalho e morreu de fome.
Não se ganha nada, a não ser grande infelicidade, quando se deseja o que vai contra a própria natureza.
(Autor: Esopo)


A SERPENTE E O CARANGUEJO

Uma serpente e um caranguejo viviam juntos. Quanto mais o caranguejo se mostrava bom e cuidadoso, mais a serpente usava da cautela e da falsidade. O caranguejo, por mais que exortasse a serpente a se portar bem e imitar sua maneira de viver, não conseguia fazer o réptil ouvir nada.
No fim, já esgotado, o caranguejo esperou o momento em que a serpente dormia e, saltando em sua garganta, matou-a. Ao vê-la morta, disse:
- Quando te incentivava a ser amiga, não quiseste, agora a morte o fez: ainda poderias estar viva!
(Autor: Esopo)


O CAÇADOR E A COTOVIA ESPERTA

Um caçador estava estendendo a sua rede para pegar passarinhos. Uma cotovia esperta o viu de longe e perguntou-lhe o que estava fazendo.
- Estou fundando uma cidade - respondeu ele.
Depois disso, ele se afastou e se escondeu. Confiando no homem, a cotovia se aproximou e foi pega na armadilha. Ao caçador que vinha a seu encontro, ela disse: "Pois é, meu caro, se é assim que vais fundar tua cidade, podes crer que muita gente vai querer morar lá!"
(Autor: Esopo)


O CÃO E O PEDAÇO DE CARNE

Um cão atravessava um riacho com um pedaço de carne na boca. Quando viu seu reflexo na água, pensou que fosse um outro cão carregando um pedaço de carne ainda maior. Soltou então o pedaço que carregava e se jogou na água para pegar o outro. Resultado: não ficou nem com um nem com outro, pois o primeiro foi levado pela correnteza e o segundo não existia.
Cuidado com a cupidez.
(Autor: Esopo)


O LOBO E O CÃO

Ao ver um cão enorme preso por uma coleira, o lobo perguntou:
- Quem te prendeu e te tratou tão bem?
- Um caçador - disse o cão. - Mas peça a Deus que te poupe tal destino: o peso dessa coleira me tira qualquer prazer.
É impossível ser feliz no infortúnio.
(Autor: Esopo)


A POMBA E A GRALHA

Uma pomba que vivia num pombal orgulhava-se de sua enorme prole. Uma gralha ouviu-a e disse-lhe:
- Deixa de te vangloriar: quanto mais filhos tiveres mais lamentarás a escravidão em que viverás.
(Autor: Esopo)


OS DOIS SACOS

Quando Prometeu fez o homem, deu-lhe dois sacos para carregar: um com os defeitos alheios, o outro com os defeitos próprios. Os homens levam o primeiro na frente e o segundo atrás. Eis por que sempre estamos prontos a ver os defeitos dos outros, mas nunca percebemos os nossos.
(Autor: Esopo)


O LEÃO E O GOLFINHO

Um leão que perambulava por uma praia cruzou com o olhar de um golfinho. Logo convidou-o a se juntar a ele.
- Eu e tu faremos uma dupla perfeita, pois reinaremos, tu sobre os animais marinhos, e eu sobre os terrestres.
O golfinho aprovou com alegria essa idéia. Ora, o leão mantinha de longa data uma guerra contra um touro selvagem. Pediu então a ajuda do golfinho. Mas este, por mais que tentasse sair da água, não conseguia, e o leão acusou-o de traição. O golfinho respondeu:
- Não me acuses, é minha natureza que me faz viver na água e não me permite pisar em terra firme.
Devemos escolher aliados que possam nos socorrer em hora de perigo.
(Autor: Esopo)


O MACACO E OS PESCADORES

Do alto da árvore onde tinha subido, um macaco viu alguns pescadores jogando suas redes no rio. Pôs-se a observar atentamente como eles faziam. Os pescadores tiraram então as redes e se afastaram para comer. O macaco desceu e quis imitá-los - os macacos são dados à imitação. Mas, quando pegou as redes, enrolou-se de tal forma que quase se afogava. Fez então a seguinte reflexão: "Como eu poderia pescar sem nunca ter aprendido?"
(Autor: Esopo)


*********marimaura********

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