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Queridos professores, alunos, amigos, visitantes e parceiros profissionais..

Este Blog é composto de vários tipos de textos, dentre eles: Textos Pessoais, científicos, religiosos e textos históricos.

MATÉRIAS COMENTADAS: Psicopedagogia, filosofia, teologia, sociologia, educação, cultura, lazer, diversão, pensamentos, reflexões, dicas de beleza, receitas.......e meus monólogos.......

UMA VISÃO CRÍTICA DA REALIDADE...

Este Blog espera ser um espaço de liberdade de expressão para todos os admiradores e que acompanham o desenvolvimento da educação no Brasil. Aqui discutiremos, constantemente como os povos e sociedades ao longo de toda a história da humanidade, lutam em busca de melhorias na educação, enfim, ambiente de conversas sobre usos dos novos meios de informação e comunicação em educação.
Espero ansiosa suas colaborações e acima de tudo sua criticidade objetiva.
Ressaltando que, alguns textos e imagens aqui postados não são de minha autoria, se são seus, ou se você conhece autoria, entre em contato que ficarei feliz em dar os devidos créditos.
A leitura e a reescrita das temáticas sugeridas neste blog, serão para todos nós instrumentos de avaliação, onde educador e educando se relacionarão, e aperfeiçoarão seus conhecimentos e experiências cognitivas.

Entre e fique a vontade.
Boa navegação e pesquisa.

Psicopedagoga : Maria Maura

Contato:
marimaura@hotmail.com
marimaura@gmail.com




domingo, 7 de junho de 2009

Fábulas de Esopo parte IVX


O MACACO E O GOLFINHO

Os marinheiros têm o hábito de levar a bordo cãozinhos de Malta e macacos: esses animais os distraem enquanto navegam. Por isso um homem viajava em companhia de um macaco. Ora, na altura do cabo Súnio, no sul da Ática, estourou uma violenta tempestade. O navio naufragou e todos, o macaco inclusive, viram-se às voltas com as ondas. Um golfinho viu o animal e, achando que se tratava de um homem, colocou-o nas costas e levou-o à terra firme. Ao chegar a Pireu, o porto de Atenas, o golfinho perguntou ao macaco se ele era ateniense.
- Sim –respondeu o macaco-, e de boa origem.
- E conheces o Pireu? –perguntou o golfinho.
- É um dos meus melhores amigos –respondeu o macaco.
A impostura desagradou ao golfinho: mergulhou no mar profundo e o macaco morreu.
Isto é uma advertência àqueles que, ignorando a verdade, procuram enganar os outros.
(Autor: Esopo)


AS VESPAS, AS PERDIZES E O CAMPONÊS

Como as vespas e as perdizes estavam sedentas demais foram pedir a um camponês água para beber.
- Seremos sempre agradecidas –prometeram elas. –Nós, as perdizes, capinaremos tuas vinhas; nós, as vespas, vigiaremos os ladrões com nossos ferrões.
- Verdade seja dita – falou o camponês -, tenho dois bois que fazem tudo sem prometer nada; é melhor dar água a eles que a vocês.
Cuidado com as promessas dos espertalhões!
(Autor: Esopo)


A POMBA SEDENTA

Uma pomba sedenta viu uma taça de água pintada num quadro. Tomando-a como verdadeira, arremessou-se contra o quadro, fazendo um grande ruído com as asas. O que aconteceu? Quebrou as asas e caiu no chão onde foi pega por um transeunte.
Há pessoas que, impelidas por um grande desejo, se lançam impensadamente em grandes empresas sem saber que estão a caminho de sua própria perdição.
(Autor: Esopo)


A SERPENTE, A DONINHA E OS RATOS

Uma serpente e uma doninha tinham ido brigar numa casa. Ao ver isso, os ratos, que normalmente eram presa de uma ou de outra, saíram para estirar as pernas. Mas, quando viram os ratos, uma e outra pararam a briga e os atacaram.
Sejamos discretos enquanto os grandes se batem, senão os golpes sobram para nós.
(Autor: Esopo)


O CARVOEIRO E O FABRICANTE DE LÃ

Um carvoeiro soube que um fabricante de lã tinha se estabelecido não longe da casa em que ele morava e estava trabalhando. Foi até lá e o convidou para morarem juntos: dividindo o mesmo teto, ficariam mais próximos e gastariam muito menos. Mas o fabricante de lã respondeu: "Não dá para mim, pois o que eu lavar, tu sujarás de fuligem".
Impossível juntar coisas diferentes demais.
(Autor: Esopo)


AS RÃS NO AÇUDE

O sol de verão secara o açude onde moravam duas rãs. Elas se olharam e partiram em busca de outro charco. Diante de um poço profundo, uma disse à outra:
- Como é, vamos descer?
Ao que a outra respondeu:
- E se de novo a água secar, como vamos subir?
Prudência em tudo que se faz.
(Autor: Esopo)


HERMES E TIRÉSIAS

Hermes quis ver mesmo se Tirésias era um autêntico adivinho. Roubou seus bois que estavam no pasto e, disfarçado de homem, pediu para ser recebido por ele, na cidade. Advertido de que seus bois tinham sido roubados, Tirésias foi com Hermes até os arredores da cidade: a observação dos pássaros o ajudaria a esclarecer o assunto. Hermes, a quem ele pediu para descrever as aves que encontrasse, falou-lhe primeiro de uma águia que voava da esquerda para a direita. "Esta não nos interessa", disse Tirésias. Depois Hermes descreveu uma gralha que estava numa árvore e ora levantava os olhos, ora os baixava. Tirésias disse então: "Este pássaro jura, pelo céu e pela terra, que depende de ti eu achar os meus bois".
(Autor: Esopo)


O VENTO E O SOL

O Vento e o Sol discutiam para ver quem era o mais forte. Ficou estabelecido que ganharia aquele que conseguisse arrancar o casaco de um viajante. O Vento começou: pôs-se a soprar violentamente e, como o homem segurasse o casaco com força, ele redobrou os ataques. Transido de frio, o viajante pôs um segundo casaco, de modo que o Vento, desencorajado, deu a vez ao Sol. Este a princípio brilhou moderadamente e o homem tirou o segundo casaco. O Sol lançou então seus raios mais fortes e, assim, sem suportar mais o calor, o viajante tirou toda a roupa e se jogou num rio próximo.
Conseguirás o que queres pela persuasão, não pela violência.
(Autor: Esopo)


O ASNO E O CÃO

Um asno e o cão viajavam juntos. Encontraram no chão uma carta lacrada. O asno a pegou, arrancou o selo, abriu-a e leu-a para o cão. A carta falava da alimentação do gado, ou seja, do feno, da cevada e da palha. E, como a leitura do asno o cansasse, o cão disse:
- Lê mais embaixo, meu amigo, e vê se fala de ossos e carne.
Depois de percorrer toda a carta e não encontrar nada do que o cão queria, este disse:
- Joga fora esse papel sem nenhum valor.
(Autor: Esopo)


O JARDINEIRO E OS LEGUMES

Ao ver um jardineiro regando suas plantas, um transeunte parou para lhe perguntar por que os seus legumes eram belos e grandes, enquanto os dele eram mirrados e feios.
- A terra - respondeu o jardineiro -, para uns é uma mãe, para outros uma madastra.
O mesmo acontece com as crianças quando são alimentadas ou não por sua mãe.
(Autor: Esopo)


O TACADOR DE CÍTARA

Acompanhando a si mesmo com uma cítara, um cantor medíocre vivia cantando entre quatro paredes. Ouvindo o eco, achou sua voz muito bela. Ficou tão vaidoso que achou ter sido feito para o teatro. Mas, uma vez em cena, cantou tão mal que foi expulso a pedradas.
Muitos oradores pareceem perfeitos entre quatro paredes, mas são um fracasso quando em contato com o grande público.
(Autor: Esopo)


O ESTÔMAGO E OS PÉS

Os pés diziam que eram mais fortes que o estômago:
- Queres uma prova? Somos nós que te transportamos.
- Meus queridos - respondeu o estômago -, sem o alimento que lhes dou, vocês não poderiam carregar nada sozinhos.
Assim, num exército, a quantidde de soldados não vale nada se não houver um general com as melhores idéias.
(Autor: Esopo)


O MILHAFRE QUE RELINCHAVA

Em tempos idos, o milhafre tinha uma voz muito estridente. Mas um dia ele ouviu um cavalo relinchar belamente. Quis imitá-lo: seus grandes esforços para acompanhar a voz do cavalo só levaram a perder a própria voz. Assim, ao fim e ao cabo, ele não tinha mais nem a voz do cavalo nem a do milhafre.
O homem insatisfeito e invejoso perde o que a natureza lhe deu ao ambicionar o que ela lhe recusou.
(Aautor: Esopo)


O CAÇADOR E A SERPENTE

Um caçador partiu para a caça levando visco e algumas ramagens. Viu então um tordo numa árvore e quis pegá-lo. Colocou os ramos uns sobre os outros e, sem desgrudar os olhos do pássaro, nem percebeu que pisara numa serpente. Esta se retorceu e destilou seu veneno. Ferido de morte, o caçador exclamou:
- Pobre de mim, que, ao perseguir minha presa, não vi que a morte estava nos meus calcanhares.
Quem põe armadilhas para os outros termina sendo sua primeira vítima.
(Autor: Esopo)


O VELHO CAVALO

Um velho cavalo foi comprado para fazer girar um moinho. Uma vez atrelado à mó, ele disse gemendo:
- Depois de ter girado pelos campos de corrida terminar desse jeito!
Quando somos jovens e belos, tudo nos parece possível; mas é bom não nos vangloriarmos. Para muitos, a velhice é um tempo de dureza.
(Autor: Esopo)


O GATO E OS RATOS

Havia muitos ratos numa casa; um gato, ao saber disso, foi para lá. Pegava um rato atrás do outro e os devorava. Uma hecatombe. Os ratos então fugiram para os buracos distantes do alcance do gato. Este pensou num jeito de fazê-los sair. Subiu numa estaca, fingiu enforcar-se e parecia estar morto. Um rato, que naquele momento estava saindo do buraco, ao vê-lo disse:
- Ah, só sairei daqui quando virares pó.
O homem sensato, depois de sofrer os golpes do mau, não se deixa levar por seus fingimentos.
(Autor: Esopo)


O HOMEM DE MÁ FÉ

Um homem sem fé nem lei tinha apostado que desmascararia o oráculo de Delfos. No dia combinado, pegou um pardalzinho e o escondeu sob o casaco. Ao chegar ao santuário, postou-se diante do oráculo e perguntou se o que ele tinha na mão era ou não um ser vivo. Se o deus dissesse "um objeto inanimado", mostraria o pardal vivo, e se ele dissesse que era um "ser vivo", mostraria o passarinho depois de tê-lo estrangulado. Mas o deus adivinhou sua deslealdade:
- Chega! O que tens na mão, vivo ou morto, depende de ti.
É difícil pegar um deus em falta.
(Autor: Esopo)


A GRALHA FUJONA

Um homem pegou uma gralha. Amarrou-lhe um barbante nas patas e depois deu-a a seu filho. Viver entre os homens, que tédio para a gralha! Quando teve um momento de liberdade, fugiu em direção a seu ninho. Mas o barbante se prendeu nos galhos de uma árvore e seu vôo foi interrompido. Como ia morrer, disse para si mesma:
- Pobre de mim, que, por não ter querido ser escrava dos homens, condenei-me à morte.
Quando fugimos dos pequenos perigos, caímos sem querer em perigos maiores.
(Autor: Esopo)


O LEÃO E O ONAGRO

Um leão e um onagro caçavam, um usando sua força e o outro sua rapidez. No fim da caça, o leão dividiu-a em três partes:
- A primeira -disse ele-, é minha de direito: sou o rei dos animais. A segunda é minha pela mesma razão. Quanto à terceira, será tua infelicidade se não deres o fora agora mesmo.
Mede tuas próprias forças para não entrares em confronto com quem é mais forte que tu.
(Autor: Esopo)


A CADELA E A PORCA

Uma cadela e uma porca trocavam insultos um atrás do outro.
- Por Afrodite - jurava a porca -, eu vou te devorar com o maior prazer.
- Fazes bem - disse a cadela -, jurar por Afodite: vê-se claramente que, entre todos, és a mais querida por ela, que proíbe a entrada no templo de todos os que comeram a tua carne suja.
A porca retrucou:
- É mais uma prova de seu amor por mim: ela usa de todos os meios para dessuadir os homens de me matar ou de me maltratar. Quanto a ti, fedes, estejas viva ou morta.
Os oradores hábeis sabem transformar o insulto em elogio.
(Autor: Esopo)


O CARRO DE HERMES E OS ÁRABES

Percorrendo a Terra com seu carro cheio de mentiras, astúcias e enganos, Hermes examinava a carga para distribuí-la igualmente entre todos os povos. Mas, quando chegou à Arábia, o carro quebrou-se inesperadamente. Os habitantes pilharam a carga como se se tratasse de bens preciosos e o deus interrompeu ali sua viagem.
Entre todos os povos, os árabes são os mais espertos e mentirosos: a verdade não fala por sua boca.
(Autor: Esopo)


A LIMA E A DONINHA

Uma doninha entrara no ateliê de um ferreiro e se pôs a lamber uma lima que estava no chão. Sua língua começou a sangrar abundantemente. Ela não se deu por vencida, achando que era o ferro que estava sendo comido. Quando se deu conta, estava sem língua.
Quem gosta de uma contenda trabalha pela própria desgraça.
(Autor: Esopo)


O CAVALO, O BOI, O CÃO E O HOMEM

Quando o homem saiu das mãos de Zeus, estava destinado a uma vida breve. Usando sua inteligência, quando veio o inverno, ele construiu uma casa e a habitou. Nesse ínterim, o frio foi tão intenso, e Zeus fez chover tão forte, que o cavalo, sem forças, foi procurar abrigo na casa do homem. Este disse que só o receberia se ele lhe desse uma parte dos anos que tinha para viver. O cavalo os cedeu com prazer. Pouco depois apareceu o boi, acossado também pelo mau tempo. O homem lhe disse a mesma coisa: só o receberia se em troca ele lhe cedesse alguns anos de sua vida. Concluído o negócio, o boi entrou. Finalmente chegou o cão, morrendo de frio. Teve de ceder ao homem alguns anos de sua vida. Por isso que os homens vivem puros e bons durante o temp que Zeus lhes deu. Quando chegam aos anos cedidos pelo cavalo, eles fanfarronam, cheios de altivez; quando chegam os anos do boi, ficam autoritários. Enfim, quando terminam a vida com os anos do cão, rosnam raivosamente pr um sim ou por um não.
Isto é para ti, velho rabugento.
(Autor: Esopo)


AS RÃS QUE QUERIAM UM REI

Irritadas com a anarquia que reinava entre elas, as rãs enviaram uma delegação a Zeus: queriam um rei. Zeus viu como elas eram ingênuas. Jogou então um pedaço de madeira no açude dizendo-lhes que aquilo era seu rei. A princípio assustadas com o ruído, as rãs fugiram para a parte mais profunda do açude. Depois, como o pedaço de madeira permanecesse imóvel, elas voltaram à superfície e começaram a zombar do seu soberano a ponto de montar em suas costas.
Achando-se logradas, voltaram a Zeus e pediram um rei um pouco mais enérgico. Zeus então lhes enviou uma hidra que se lançou sobre elas e as devorou.
Mais vale ter como governante um bravo homem, embora lento, que um celerado que semeia o terror.
(Autor: Esopo)


O CORVO DOENTE

Um corvo doente disse à sua mãe:
- Roga aos deuses, mãe, não chores.
A mãe respondeu:
- Qual deles terá pena de mim? Será que existe algum do qual não tenhas roubado um pedaço de carne?
Algumas pessoas fazem tantos inimigos que na hora da ncessidade não encontra nenhum amigo.
(Autor: Esopo)


O ASNO E O CAVALO

Um asno dizia a um cavalo:
- Tu que és feliz! Cuidam de ti direitinho, te dão alimento em abundância. Quanto a mim, nem mesmo capim eu tenho e inúmeros são meus sofrimentos.
No entanto, quando veio a guerra, um cavaleiro pegou o cavalo, montou e partiu. Corria de um lado para outro, lançava-se nos combates mais encarniçados. O cavalo, exausto, terminou morrendo. Incontinenti, o asno mudou de opinião, lamentando o destino do cavalo.
Não invejes nem os ricos nem os poderosos. Pensa nos invejosos que os ameçam e aprende a gostar de tua modesta fortuna.
(Autor: Esopo)


***********Marimaura**********

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