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Este Blog é composto de vários tipos de textos, dentre eles: Textos Pessoais, científicos, religiosos e textos históricos.

MATÉRIAS COMENTADAS: Psicopedagogia, filosofia, teologia, sociologia, educação, cultura, lazer, diversão, pensamentos, reflexões, dicas de beleza, receitas.......e meus monólogos.......

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Este Blog espera ser um espaço de liberdade de expressão para todos os admiradores e que acompanham o desenvolvimento da educação no Brasil. Aqui discutiremos, constantemente como os povos e sociedades ao longo de toda a história da humanidade, lutam em busca de melhorias na educação, enfim, ambiente de conversas sobre usos dos novos meios de informação e comunicação em educação.
Espero ansiosa suas colaborações e acima de tudo sua criticidade objetiva.
Ressaltando que, alguns textos e imagens aqui postados não são de minha autoria, se são seus, ou se você conhece autoria, entre em contato que ficarei feliz em dar os devidos créditos.
A leitura e a reescrita das temáticas sugeridas neste blog, serão para todos nós instrumentos de avaliação, onde educador e educando se relacionarão, e aperfeiçoarão seus conhecimentos e experiências cognitivas.

Entre e fique a vontade.
Boa navegação e pesquisa.

Psicopedagoga : Maria Maura

Contato:
marimaura@hotmail.com
marimaura@gmail.com




domingo, 29 de março de 2009

Festa no Céu


Entre os bichos da floresta, espalhou-se a notícia de que haveria uma festa no Céu.
Porém, só foram convidados os animais que voam.
As aves ficaram animadíssimas com a notícia, começaram a falar da festa por todos os cantos da floresta.
Aproveitavam para provocar inveja nos outros animais, que não podiam voar. Um sapo muito malandro, que vivia no brejo,lá no meio da floresta, ficou com muita vontade de participar do evento. Resolveu que iria de qualquer jeito, e saiu espalhando para todos, que também fora convidado. Os animais que ouviam o sapo contar vantagem, que também havia sido convidado para a festa no céu, riam dele. Imaginem o sapo, pesadão, não agüentava nem correr, que diria voar até a tal festa! Durante muitos dias, o pobre sapinho, virou motivo de gozação de toda a floresta.
_ Tira essa idéia da cabeça, amigo sapo.
– dizia o esquilo, descendo da árvore.
- Bichos como nós, que não voam, não têm chances de aparecer na Festa no Céu.
_ Eu vou sim.
- dizia o sapo muito esperançoso.
- Ainda não sei como, mas irei. Não é justo fazerem uma festa dessas e excluírem a maioria dos amimais. Depois de muito pensar, o sapo formulou um plano. Horas antes da festa, procurou o urubu. Conversaram muito, e se divertiram com as piadas que o sapo contava. Já quase de noite, o sapo se despediu do amigo:
_ Bom, meu caro urubu, vou indo para o meu descanso, afinal, mais tarde preciso estar bem disposto e animado para curtir a festa.
_Você vai mesmo, amigo sapo?
- perguntou o urubu, meio desconfiado.
_ Claro, não perderia essa festa por nada.
- disse o sapo já em retirada.
- Até amanhã! Porém, em vez de sair, o sapo deu uma volta, pulou a janela da casa do urubu e vendo a viola dele em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela. Chegada a hora da festa,o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e vôou em direção ao céu.
Ao chegar ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo aproveitou para espiar e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e saltou da viola, todo contente. As aves ficaram muito surpresas ao verem o sapo dançando e pulando no céu. Todos queriam saber como ele havia chegado lá, mas o sapo esquivando-se mudava de conversa e ia se divertir. Estava quase amanhecendo, quando o sapo resolveu que era hora de se preparar para a "carona" com o urubu. Saiu sem que ninguém percebesse, e entrou na viola do urubu, que estava encostada num cantinho do salão. O sol já estava surgindo, quando a festa acabou e os convidados foram voando, cada um para o seu destino. O urubu pegou a sua viola e vôou em direção à floresta. Voava tranqüilo, quando no meio do caminho sentiu algo se mexer dentro da viola. Espiou dentro do instrumento e avistou o sapo dormindo , todo encolhido, parecia uma bola.
- Ah! Que sapo folgado! Foi assim que você foi à festa no Céu?
Sem pedir, sem avisar e ainda me fez de bobo! E lá do alto, ele virou sua viola até que o sapo despencou direto para o chão. A queda foi impressionante. O sapo caiu em cima das pedras do leito de um rio, e mais impressionante ainda foi que ele não morreu. Nossa Senhora, viu o que aconteceu e salvou o bichinho. Mas nas suas costas ficou a marca da queda; uma porção de remendos. É por isso que os sapos possuem uns desenhos estranhos nas costas, é uma homenagem de Deus a este sapinho atrevido, mas de bom coração.
Fonte: Conheça mais sobre Câmara Cascudo em:
- Antologia do Folclore Brasileiro
- Luís da Câmara Cascudo Global editora_ Contos Tradicionais do Brasil
Câmara Cascudo

CuriosidadesLuís da Câmara Cascudo foi um importante estudioso de folclore brasileiro e mundial, um folclorista. Nasceu em 1898 em Natal no Rio Grande do Norte e morreu em 1986. Além de folclorista ele foi um etnólogo, pesquisador que estuda diversas culturas. Cascudo recolhia lendas e contos populares do Brasil, além de escrevê-las ele as relacionava com lendas e mitos de outras partes do mundo. A festa no céu é uma fábula muito popular no Brasil. Cascudo e os demais folcloristas a classificaram como conto etiológico, ou seja um conto inventado para explicar o motivo de determinadas características pertencerem a um animal. Como o macaco ter um rabo grande, a tartaruga ter o casco remendado etc. Em algumas regiões do Brasil o conto A Festa no céu, tem no lugar do sapo uma tartaruga, um jabuti. Este conto também faz parte do folclore português.
@marimaura@

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