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Este Blog é composto de vários tipos de textos, dentre eles: Textos Pessoais, científicos, religiosos e textos históricos.

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Este Blog espera ser um espaço de liberdade de expressão para todos os admiradores e que acompanham o desenvolvimento da educação no Brasil. Aqui discutiremos, constantemente como os povos e sociedades ao longo de toda a história da humanidade, lutam em busca de melhorias na educação, enfim, ambiente de conversas sobre usos dos novos meios de informação e comunicação em educação.
Espero ansiosa suas colaborações e acima de tudo sua criticidade objetiva.
Ressaltando que, alguns textos e imagens aqui postados não são de minha autoria, se são seus, ou se você conhece autoria, entre em contato que ficarei feliz em dar os devidos créditos.
A leitura e a reescrita das temáticas sugeridas neste blog, serão para todos nós instrumentos de avaliação, onde educador e educando se relacionarão, e aperfeiçoarão seus conhecimentos e experiências cognitivas.

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Boa navegação e pesquisa.

Psicopedagoga : Maria Maura

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sete de Setembro , Pátria Amada!!!


Compreendendo o Hino Nacional Brasileiro

Você conhece o Hino Nacional???
Você entende o que ele diz???

Então leia com atenção.

Setembro, mês da Pátria. Dia 7 de Setembro é o dia das paradas militares e o dia de comemorar nossa independência. Na verdade, para a Pátria devem ser todos os dias. O Hino Nacional é o dos principais patrimônios lingüísticos, semiológicos e patrióticos. Pela bela música e pelos belos versos, vale à pena conhecer melhor nosso hino. Ultimamente a gente só tem ouvido nos eventos esportivos, quando um brasileiro sobe ao pódium ou quando a Seleção de Futebol inicia uma partida oficial internacional. Este trabalho de Wayne Tobelem dos Santos tem vários méritos: traduz em linguagem simples os significados literais e poéticos do texto; estimula o enriquecimento do vocabulário; provoca um debate nacional em torno de cidadania; e ajuda a resgatar nossa auto-estima enquanto cidadãos brasileiros.



Hino Nacional Brasileiro
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

A música de Francisco Manuel da Silva, provavelmente composta em 1831, foi oficializada somente no segundo ano da República (1890) e sua letra, autoria de Osório Duque Estrada, adotada oficialmente em 1922.

Clique aqui para ouvir o Hino

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante


Às margens plácidas do (rio) Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.

Plácido quer dizer calmo. Dom Pedro I vinha de Santos, ao longo do rio Ipiranga, quando tomou a corajosa decisão de declarar a independêcia do Brasil.

Brado é grito. Retumbante é estrondoso, barulhento, para fazer um constraste com a placidez das margens.

Poderíamos parafrasear (escrever de outra forma) este verso assim:

“Às margens calmas do rio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um herói (Dom Pedro I), que representava todo o povo brasileiro.”

O riacho Ipiranga nasce junto ao Zoológico de São Paulo. Era de costume na época inverterem-se as frases à moda latina.

E o sol da liberdade em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Fúlgido significa brilhante.

Mas não dava pra dizer: “raios brilhantes brilhavam” porque iria parecer repetitivo e pobre. O grito de “Independêcia ou Morte!!!” transformava uma nação colonial, independente de Portugal, em um novo país autônomo e livre. Duque Estrada compara a liberdade a um sol brilhante que ilumina o céu (Pátria), antes obscurecida pelo colonialismo.


Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito à própria morte!

Penhor equivale a garantia, segurança. É comum a gente penhorar algo de valor (em troca de dinheiro) e receber um papel que garanta a recuperação daquilo que foi penhorado. O Brasil passou a ser independente e, portanto, conquistou o penhor da igualdade, ou seja, daquele momento em diante, Portugal e Brasil eram nações iguais, sem que uma fosse superior à outra. E a frase continua, dizendo: o nosso peito desafia a própria morte.

Simplificando: agora que o povo brasileiro conquistou seu passe para a liberdade, através de sua força e coragem, inspirado nesta nova liberdade não hesitará em enfretar a própria morte (isto é, se tiver de lutar e morrer, o povo não sentirá medo). A frase pode ser reescrita assim:

“através de nossa coragem conquistamos uma igualdade de condição com quem antes era nosso colonizador e, para manter esta situação de liberdade, estamos prontos a sacrificar a própria vida.”


Ó Pátria Amada,
Idolatrada
Salve! salve!

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com artistas de modo geral. Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia:

“Deus te salve!”


Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece!

Vívido é intenso, ardente, vivo. Formoso é belo. Límpido siginifica transparente, claro. Resplandecer equivale a brilhar ou luzir intensamente. Aqui o poeta compara o Brasil a um sonho intenso, porque ainda tem muito a realizar. Sabe-se que o Cruzeiro do Sul é uma constelação que aparece no céu do Brasil. Ela tem a forma de cruz, que nos lembra Jesus Cristo e as práticas cristãs. Portanto, vamos refazer os versos para entender o sentido:

“O Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu límpido a cruz de Cristo resplandece, desta cruz desce um raio brilhante que ilumina o Brasil. Ou seja, o Brasil está sob o amparo e a proteção de Cristo.”


Gigante pela própria natureza
És belo, és forte impávido colosso,
E teu futuro espelha essa grandeza.

Se você olhar o mapa mundial, vai notar que o Brasil é o quinto maior país do mundo (depois de Rússia, Canadá, Estados Unidos e China). Com mais de 8.500.000 de Km², o Brasil é naturalmente gigantesco.

Note que às vezes os poetas têm o costume de falar diretamente com as coisas, como se elas fossem pessoas: “és belo, és forte…”

Impávido siginifica sem medo: destemido, corajoso. Colosso é uma pessoa ou objeto de tamanho muito grande.

Vamos reescrever a frase:

“Tu (Brasil), és belo, forte e, graças ao tamanho imenso que a natureza te deu, não tens medo de nada. Além disso, a tua grandeza de hoje vai se revelar no futuro.”


Terra adorada, entre outras mil,
És tu Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas inversões:

“Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil terras; tu és nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo (de nós, brasileiros).”

Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Esplêndido é maravilhoso, deslumbrante. Fulgurar é brilhar, resplandecer. Também pode significar distinguir-se ou sobressair (entre outros). Florão é uma decoração bonita e grande em forma de flor.

A idéia que Duque Estrada quer transmitir é a de que a localização geográfica do Brasil é mesmo muito privilegiada: as montanhas, as matas, os rios, toda a natureza formam a imagem de um berço (porque, além do mais, o Brasil, uma nação que se tornara recentemente independente, era como um imenso país recém-nascido).

“Ao som do mar“, porque temos um litoral vasto com belíssimas praias; “e a luz do céu profundo“, isto é, ensolarado, típico dos trópicos.

O “sol do Novo Mundo” coloca o Brasil mais uma vez como uma nação jovem e promissora. O velho mundo (Europa) conquistou e colonizou o novo mundo (América).

Vamos reescrever:

“Brasil, tu possuis uma localização espetacular, com uma natureza rica, muito mar e sol. Por isso, entre outras nações da América (Novo Mundo), tu te destacas como um florão.”


Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores,
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio, “mais amores”.

Garrida é colorida, alegre, vistosa.

Teus risonhos lindos campos têm mais flores do que a terra mais garrida (vistosa). Ou seja, nossa natureza é mais colorida e bela que a de outras terras.

Nossos bosques têm mais vida (mais beleza e vitalidade).

Nossa vida, em teu seio (dentro de ti, Brasil), mais amores. Equivale a dizer que nós, brasileiros, por vivermos no Brasil, somos mais capazes de amar.

As aspas são usadas por Duque Estradas no original, pois representam citações dos versos de Gonçalves Dias em “Canção do Exílio”:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá…
…Nossos céu tem mais estrelas,
Nossas varzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Ó Pátria Amada,
Idolatrada
Salve! salve!

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com artistas de modo geral. Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia:

“Deus te salve!”



Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado

Ostentar é mostrar com orgulho.

Um lábaro era um estandarte muito usado pelos romanos e aqui está representado por nossa bandeira, repleta de estrelas. O Poeta compara a bandeira a um estandarte e deseja que ele represente o amor eterno.

O verso está invertido. Deve-se ler:

“Brasil, o lábaro que ostentas estrelelado seja símbolo de amor eterno”

O poeta está tentando dizer:

“Tomara que as estrelas da tua bandeira sejam símbolo de amor eterno”.


E diga ao verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado

Flâmula aqui, é sinônimo de bandeira. O louro é uma planta. Com seus galhos e folhas os imperadores romanos eram coroados. Portanto, simboliza poder e glória. Mais uma vez, vamos olhar para a bandeira. Duque Estrada torce para que o louro da bandeira simbolize um poder que venceu batalhas gloriosas no passado, quando isso foi necessário para se conseguir a independência, mas só deseja paz daquele momento em diante, pois o verde, além de esperança, também simboliza a paz.


Mas se ergues da justiça a clava forte
Verás que o filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte

Clava é um pedaço de pau pesado (mais grosso numa ponta que na outra), que era usado como arma.

Vimos que, no verso anterior, o poeta sonha com a paz no futuro.

De repente, entretanto, este novo verso diz:

“Mas se ergues (levantas) a clava forte da justiça, ou seja, se o país tiver de lutar contra a injustiça, verás que um brasileiro (filho teu) não foge à luta (enfrenta a guerra).”

E quem te adora não teme nem a própria morte, quer dizer, os brasileiros adoram tanto o seu país que seriam capazes de sacrificar suas próprias vidas para defendê-lo.


Terra adorada, entre outras mil,
És tu Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas inversões:

“Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil terras; tu és nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo (de nós, brasileiros).”

Bibliografia: Waybe Tobelem dos Santos


Agora que você já sabe o que ele diz, que tal praticar

Clique aqui para ouvir o Hino

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
de um povo heróico o brado retumbante,
e o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
conseguimos conquistar com braço forte,
em teu seio, ó liberdade,
desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
idolatrada,
salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança à terra desce,
se em teu formoso céu, risonho e límpido,
a imagem do cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
és belo, és forte, impávido colosso,
e teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
entre outras mil,
és tu, Brasil,
ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras, ó Brasil, florão da América,
iluminando ao sol do novo mundo!

Do que a terra, mais garrida,
teus risonhos lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques tem mais vida,”
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó pátria amada,
idolatrada,
salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
o lábaro que ostentas estrelado,
e diga o verde-louro dessa flâmula
- paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
verás que um filho teu não foge à luta,
nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
entre outras mil,
és tu, Brasil,
ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada,
Brasil!

marimaura@hotmail.com

2 comentários:

J Araújo disse...

Mari, vc anda sumida menina. Sinto falta dos seus comentários

Belos tempos quando cantávamos o Hino Nacional nas escolas.

Bj

Carlos David Neyra disse...

Olá Mary,

Em 1968, quando eu tinha 7 anos, entrei no 1º ano primário e cantávamos o Hino Nacional todos os dias no pátio antes de entrarmos para a sala de aula. Recentememente foi aprovada uma lei que determina que pelo menos uma vez na semana, os alunos entoem o Hino nas escolas.
Eu estava pesquisando sobre o Hino Nacional há um tempo atrás e encontrei um vídeo no Youtube muito interessante. Era uma senhora falando sobre a parte inicial do Hino Nacional que foi tirada e foi deixada apenas a introdução musical para depois começar com o "Ouviram do Ipiranga...". Pelo que ela falou, esta introdução era usada há uns 50anos atrás. Como segue:
"Espera o Brasil que todos cumprais o vosso dever
Eia! avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! avante, brasileiros! Sempre avante
Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia sus*, oh sus!

NOTA: A palavra "sus" é uma interjeição que vem do latim sus: "de baixo para cima"; que chama à motivação.

Até mais,

David