quarta-feira, 22 de julho de 2009

MÉTODOS E PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO


MÉTODOS E PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO E AS INTERFACES COM OS GUIAS DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES E O LIVRO CANTALELÊ

Caminho para se chegar a um fim;


Modo ordenado de fazer as coisas;


Conjunto de procedimentos técnicos e científicos.


MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO
(Métodos e Didáticas de Alfabetização: história, características
e modos de fazer de professores, Veredas, pg.15)



Um conjunto de princípios teórico-procedimentais que organizam o trabalho pedagógico em torno da alfabetização.


Um conjunto de saberes práticos ou de princípios organizadores do processo de alfabetização, (re)criados pelo professor em seu trabalho pedagógico.


“É difícil comprovar a superioridade absoluta

de um método sobre outro.

(..) uma turma x pode obter maiores ou menores resultados dependendo do que se considera como “bons resultados” em matéria de leitura: capacidade de decodificar quaisquer novas combinações de letras? Leitura oral ou fluente? Interpretação do significado?”


CARVALHO, Marlene. Guia Prático do Alfabetizador.4.ed. São Paulo: Ática, p.35-42

Qual é o melhor método

para ensinar a ler?


Se todos os métodos servem para aprender a ler, tanto faz escolher um ou outro?‏


“Não, absolutamente. (...) Exemplo: pessoas recém-alfabetizadas por métodos sintéticos são em geral mais atentas à decodificação integral do texto, que é lido palavra por palavra, sem omissões ou substituições. Contudo, são menos preparadas para a tarefa de interpretação”.


CARVALHO, Marlene. Guia Prático do Alfabetizador.4.ed. São Paulo: Ática, p.35-42.


O que deve ser levado em conta no momento de escolher um método?



“Simples: estude o método antes de aplicá-lo. É melhor refletir antes do que corrigir depois.


Recomendações:

considere os fundamentos teóricos (...),

as etapas de aplicação (...),

o material necessário (...),

os resultados previsíveis (...)”.


CARVALHO, Marlene. Guia Prático do Alfabetizador.4.ed. São Paulo: Ática, p.35-42.


SINTÉTICOS


Método Alfabético
(Soletração)‏


Método Fônico


Método Silábico


ANALÍTICOS




Palavração


Sentenciação


Global de Contos/Textos


MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO


MÉTODOS SINTÉTICOS

(alfabético, silábico, fônico)‏

(Orientações da SEE, cad. 3, pg.36)‏

‏
PROPOSTA


ENFOQUE


VANTAGENS


LIMITAÇÕES


Progressão de unidades menores (letra, fonema, sílaba) a unidades mais complexas (palavra, frase, texto).



Processos de decodificação, análise fonológica, relações entre fonemas (sons) e grafemas (letras)‏



Possibilita a análise das relações entre fonemas (sons ou unidades sonoras) e grafemas (letras ou grupo de letras)‏


Promove o desenvolvimento da consciência fonológica e os processos de codificação e decodificação.


Desconsidera os usos e funções sociais da escrita.


Em algum momento, o aprendiz tem que se desvincular da fala para codificar (escrever) e decodificar (ler) palavras, frases e textos, já que em alguns casos a escrita não representa os sons da fala.


MÉTODOS ANALÍTICOS (cad.3)‏
(palavração, sentenciação, global contos/textos)‏ (Orientações da SEE, cad. 3, pg.36)‏



PROPOSTA


ENFOQUE


VANTAGENS


LIMITAÇÕES


Progressão de unidades de sentido mais amplas (palavra, frase, texto) a unidades menores (sílabas e sua decomposição em grafemas e fonemas).


Compreensão de sentidos e aprendizagem ideovisual (reconheci-mento global pela silhueta da palavra, frase ou texto).


Reconhecimento global e mais rápido das palavras, possibilitando a leitura de unidades com sentido desde o início da escolarização.


Se não houver uma correta orientação do professor:

Pode dificultar a leitura com sentido quando o texto apre-sentar palavras completamente novas.

Se não houver uma orientação correta para a decodificação,

corre-se o risco do aluno utilizar do recurso da memorização sem observar que as palavras são compostas de unidades menores.


MARCHA



1º Passo: Memorização do nome das letras;


2º Passo: Representação gráfica;


3º Passo: Representação famílias silábicas (b+a=ba; b+e=be, b+i=bi)


4º Passo: Monossílabos, dissílabos, trissílabos e sílabas não canônicas.


5º Passo: Textos segmentados (a ca sa a ma re la na flo res ta)‏




MÉTODO ALFABÉTICO (SOLETRAÇÃO)‏

(SINTÉTICO)‏

MARCHA



1º passo: Vogais: nome e som das letras são iguais

2º passo: palavras formadas apenas por vogais

3º passo: apresentação os fonemas regulares (d, b, f, j,m,n...) de forma

isolada e processualmente os irregulares

4º passo: junção dos fonemas regulares e, processualmente os

irregulares, com as vogais, formando sílabas

5º passo: formação de palavras

6º passo: formação de frases

7º passo: formação de textos



MÉTODO FÔNICO

(SINTÉTICO)‏


MARCHA


1º passo: Apresenta-se as vogais, com ajuda de ilustrações e palavras como

“o” de OVO; “e” de ELEFANTE;

2º passo: Apresentam-se as sílabas canônica, utilizando palavras e ilustrações e destacando a sílaba na palavra: ma de macaco, na de navio, pa de

panela, e as não canônicas, de forma processual;

3º passo: Famílias silábicas da sílaba em destaque na palavra;

4º passo: Formação de palavras;

5º passo: Formação de frases;

6º passo: Formação de pequenos textos.



MÉTODO SILÁBICO

(SINTÉTICO)‏



MARCHA

1º passo: Apresentação de palavras ilustradas que fazem parte do universo infantil;

2º passo: Memorização (leitura e escrita da palavra)‏

3º passo: divisão silábica das palavras

4º passo: formação de novas palavras com as sílabas estudadas‏;

5º passo: estudo e análise de grafemas/fonemas

6º passo: formação de frases

7º passo: formação de textos



PALAVRAÇÃO

(ANALÍTICO)‏

MARCHA



1º passo: Apresentação de frases que fazem parte do universo infantil;

2º passo: Memorização (leitura e escrita da frase);‏

3º passo: Observação de palavras semelhantes dentro da sentença;

4º passo: Formação de grupo de palavras;

5º passo: Isolamento de elementos conhecidos dentro da palavra (sílaba);

6º passo: Estudo e análise de grafemas/fonemas



SENTENCIAÇÃO

(ANALÍTICO)‏


MARCHA



1º passo: Apresentação de partes do texto com sentido completo, em cartazes;

2º passo: Memorização - leitura e escrita do texto;

3º passo: Decomposição do texto estudado em frases, (iniciando-

se o estudo do 2º cartaz)‏;

4º passo: Decomposição das frases em palavras;

5º passo: Decomposição das palavras em sílabas;

6º passo: Formação de novas palavras com as sílabas estudadas;

7º passo: Estudo e análise de grafemas/fonemas.


GLOBAL DE TEXTOS/CONTOS

(ANALÍTICO)‏



MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO
(equilíbrio e articulação)‏



princípios de decodificação e de organização do sistema alfabético-ortográfico da escrita;


princípios de compreensão, reconhecimento global e construção de sentidos em contextos de usos sociais da escrita e da leitura;


princípios pertinentes à progressão das capacidades das crianças, com ênfase em intervenções para avanços.



Caderno 3 SEE/MG



E hoje, que critérios observar na escolha dos métodos de alfabetização?



- Qualquer que seja o método escolhido, deve ser observado um envolvimento sistemático dos alunos com a escrita em muitas situações sociais.


- Qualquer que seja o método, o reconhecimento da dimensão fonológica da língua é indispensável para a aquisição da base alfabética.

Orientações para a Organização do
Ciclo Inicial de Alfabetização
(Caderno 1 – p.22)‏


“As metodologias de ensino, por si mesmas, não são suficientes para assegurar resultados positivos, pois dependem sempre do professor, de sua sensibilidade para interpretar as necessidades dos alunos – particularmente daqueles que apresentam dificuldades no processo de aprendizagem”. (grifo nosso)‏

“Mais do que pensar em métodos, é preciso compreender os processos de aprendizagem da criança ao tentar reconstruir a representação do sistema alfabético”.


EMÍLIA FERREIRO

TEORIA X MÉTODO


Caminho para chegar a um fim;


Modo ordenado de fazer as coisas;


Conjunto de procedimentos técnicos e científicos.


Forma de pensar e entender algum fenômeno.


MÉTODO


TEORIA

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO (Magda Soares, 1998)‏


O PAPEL DO PROFESSOR É ENSINAR A LER E
ESCREVER NO CONTEXTO DAS PRÁTICAS

SOCIAIS DE LEITURA E ESCRITA, DE MODO

QUE O INDIVÍDUO SE TORNE, AO MESMO

TEMPO, ALFABETIZADO E LETRADO.

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO


Longe de estarem aqui para nos confundir, para determinar nossa personalidade ou nossa prática como professores,estão aqui para nos darem suporte e nos ajudar a alcançar nossas metas!

Passando pelo avanço das teorias e práticas sobre avaliação...


Formação integral do aluno, aprendizagem significativa?


Coerência com as teorias da avaliação atuais?



Proposta do Guia do Alfabetizador?



Orientações dos cadernos da SEE?



E na Resolução 1086/08 da SEE?


Estamos fundamentando nossas práticas de avaliação na LDB 9394/96?


Para saber mais sobre métodos...


Orientações para a Organização do

Ciclo Inicial de Alfabetização

Caderno 1, p.22 - Um problema de método?

Caderno 2, p.11 – Concepção de alfabetização e letramento

Caderno 3, p.35 – O lugar da discussão metodológica no conjunto de decisões relacionadas à alfabetização

Cantalelê

Caderno do Professor, p.2 – A disputa entre os métodos de alfabetização.

GUIA DO ALFABETIZADOR Apresentação do Guia



Proposta: Contribuir para a ressignificação da prática pedagógica, com ênfase no processo de alfabetização e letramento.

RESOLUÇÃO 1086/08



Considera a necessidade da urgência de uma política que dê ênfase ao processo de alfabetização e letramento dos alunos da rede pública.
Toda criança lendo e escrevendo até os oito anos de idade;
Todos os alunos aprendendo juntos;
Nenhum aluno a menos;
Toda a comunidade participando;
Toda escola fazendo a diferença.
E NO PROALFA: 81% DOS ALUNOS DO 3º ANO DO CICLO DA ALFABETIZAÇÃO NO NÍVEL RECOMENDÁVEL



METAS/2009

REFERÊNCIAS E
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS


CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. São Paulo: Ática, 1999. 95p.
Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Orientações para a organização do ciclo inicial de alfabetização. Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, 2003. 6 vol.
ELIAS, Marisa Del Cioppo. De Emilio a Emilia: a trajetória de alfabetização.
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1991.103p.
FONTANA, Roseli; CRUZ, Nazaré. Psicologia e trabalho pedagógico. São Paulo: Atual, 1997. 231p.
FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. METODOLOGIA e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores. Belo Horizonte: CEALE, 2005.
Guia do Alfabetizador. Belo Horizonte: 2008.
MADI, Sônia. Cantalelê.
LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2000. 70p.
LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. São Paulo: Vozes, 1994. 90p.
REFERÊNCIAS E
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS


MENDONÇA, Onaide Schwartz; MENDONÇA, Olympio Correa. Alfabetização: método sociolinguístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire. São Paulo: Cortez, 2007.150p.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione 1997. 111p.
Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais/Secretaria de Educação Fundamental. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. 126p.
RIZZO, Gilda. Alfabetização natural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, 336p
SEE. Resolução 1086/2008. Belo Horizonte: 16/04/2008.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.124p.
VEREDAS, Coleção. Formação Superior de Professores. Módulo 5, vol. 1, SEE/MG, pg. 27.


www.google.com.br, pesquisa baseada nos termos: História dos Métodos de Alfabetização, Vygotsky, Métodos de Alfabetização, Piaget, Construtivismo, Comenius, Paulo Freire,entre outros.
portal.mec.gov.br, em História dos Métodos de Alfabetização no Brasil, de Maria do Rosário Longo Mortatti

Fonte: www.educacao.gov.br

http://74.125.47.132/search?q=cache:86pDejE79EQJ:crv.educacao.mg.gov.br/aveonline40/sistema_crv/pip/PIP_12_13_FEV/Apresenta...ppt+alfabetiza%C3%A7%C3%A3o+primeiro+grupo+sil%C3%A1bico&cd=7&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

************marimaura***********

Reflexões sobre desenvolvimento


ATIVIDADES DIVERSIFICADAS

Reflexões sobre desenvolvimento

“O único bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento”.
Vygostky
Nosso fazer pedagógico nas atividades diversificadas fundamenta-se nos trabalhos de Vygotsky.

Ao refletir sobre o desenvolvimento de uma criança, o que buscamos compreender é “até onde a criança já chegou”. Pensamos no que ela já faz sozinha, sem ajuda de um adulto. Para Vygostky esta capacidade de realizar uma tarefa de forma independente é denominada de nível de desenvolvimento real. Além desse, existe o desenvolvimento potencial, ou seja, aquilo que a criança consegue realizar com a ajuda do adulto ou de outra criança mais capaz. A partir destes dois níveis, Vygostky define a zona denominada de desenvolvimento proximal. Ela se refere ao “caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no seu nível de desenvolvimento real”. (Oliveira, Marta Kohl). É neste cenário que trabalhamos com nossos alunos, realizando inúmeras intervenções, provocando avanços que não aconteceriam espontaneamente. As crianças são organizadas, semanalmente, em três grupos de acordo com o seu desenvolvimento real (alfabético, silábico e pré-silábico), promovendo os avanços no desenvolvimento de cada uma delas em seu respectivo processo de alfabetização.


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GRUPO PRÉ-SILÁBICO

Escrita espontânea; relacionar letras, palavras e desenhos.
Alfabeto e vogais: junção, escrita e desenho.
Confecção de um personagem do Folclore com massinha de modelar.
Escrita dos nomes dos personagens que cada aluno (a) modelou.
Pintura das sílabas iniciais: junção das letras e sílabas, formando palavras e desenho no quadro.
Leitura das palavras escritas individualmente, usando fonemas (sons das letras).
Bingo de sílabas: palavras escritas e lidas após cada sílaba encontrada e marcada na cartela, história com as cartelas.

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GRUPO SILÁBICO

Estudo de uma personagem do nosso Folclore, número de sílabas, sílaba inicial, recorte e colagem de sílabas formando palavras.
Bingo das cores com as letras da palavra MADRINHA, leitura e escrita de outras palavras que iniciem por M, alfabeto e vogais, junção, famílias silábicas.
Recorte e colagem de letras formando palavras.
Leitura das palavras escritas.
Escrita espontânea de palavras.

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GRUPO ALFABÉTICO

Leitura de frases. Recorte e colagem na seqüência correta.
Lenda do Curupira: reescrita.
Leitura e escrita de palavras com dificuldades ortográficas.
Trabalho com rimas a partir da leitura de poesias.

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A importância do diagnóstico precoce dos Transtornos de Aprendizagem


Nos últimos anos, a relevância da identificação precoce dos Transtornos de Aprendizagem tem se tornado maior, principalmente pelos professores, fonoaudiólogos, família, psicólogos e pedagogos. A incessante busca por novas avaliações e metodologias de reabilitação constitui um grande avanço no diagnóstico precoce e no manejo de indivíduos com risco de apresentar alterações de leitura e escrita.

Os motivos para se estabelecer um protocolo para a identificação e diagnóstico precoce das dificuldades de leitura e escrita são muitos e fáceis de enumerar. O elevado custo financeiro e pessoal de crianças com os transtornos de aprendizagem é uma questão que os pais e professores se identificam.

Ao se estabelecer um diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem, cria-se uma organização de atendimento e estruturação de apoio que visam suprir as necessidades e o desenvolvimento de estratégias compensatórias destes indivíduos.

Quando uma criança é identificada em situação de risco para transtornos de aprendizagem, na idade de 5 a 6 anos, o prognóstico é mais favorável e o processo de reabilitação mais rápido. Isso se relaciona ao fato destas crianças terem adquirido muito menos conteúdo acadêmico e, conseqüentemente, fazem menos compensação do que aquelas com diagnóstico tardio.

Preencher lacunas na habilidade leitora de uma criança com um atraso do desenvolvimento de um ano, na idade de 6 e 7 anos, é muito mais simples do que transpor estas mesmas barreiras em uma criança de 12 anos. Nesta última, compensar estes anos de perdidos no processo de leitura é demorado, sem mencionar a dificuldade para enfrentar as demandas curriculares das escolas.

Outro grande motivador para o diagnóstico precoce reside no fato de que quanto mais a criança é exposta a eventos frustrantes e traumáticos, os sentimentos de fracasso afetam adversamente sua motivação e receptividade. Assim, muitos professores e profissionais reconhecem que o trabalho com as crianças menores se desenvolve com mais facilidade, pois estas ainda não experimentaram estes sentimentos.

E por último temos a questão financeira, uma vez que, identificado precocemente estes alterações, o tratamento de reabilitação seguramente é mais barato, pois a necessidade das sessões é menor do que em casos de diagnóstico tardio.


Laura Niquini de Faria CRFa. 6143 – Fonoaudióloga do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães e Clínica Qualitá. Mestranda em Neurociências pela UFMG, consultora da Delfos Comunicação, COOPEN e do CEOP.

Adaptação, psicopedagoga:

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♥ Ressentimentos


♥ Ressentimentos


Sim, você recebeu um tratamento péssimo de alguém... Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu. Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento. Nunca mais.

Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, ou ressentida, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento: RE-SENTIMENTO. Sentir novamente.

Sentir infinitamente, para alguns. Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções? Não me refiro a nenhum princípio religioso, espiritual ou moral, somente uma razão prática: sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar você mais. Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso. Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória. Repita comigo: nunca mais.

A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento. Mas você será. Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia após dia, com seu re-sentimento. Nunca mais.

Não caia na armadilha do ressentimento. Nunca mais.

Viva o momento que estiver vivendo. Há momentos de tristezas, decepções, erros, partidas, traições ou simplesmente azar. Chore, reclame, brigue e viva o momento que tiver que viver. Mas, quando o momento passar, viva o momento seguinte, sem ficar com os grilhões do passado prendendo sua existência até sua morte. Esqueça as coisas ruins do passado. Ele não existe mais. Nunca mais.

Isso inclui os ressentimentos contra aquela pessoa que você encontra no espelho. O que ela tiver feito de errado, ontem ou há 30 anos, deve ser deixado de lado. Não sinta ressentimento quanto aos erros dessa pessoa. Nunca mais.

E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver "sentindo re-sentimento" e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare: Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.

Palavras Escritas por: Autor Desconhecido

**********marimaura**********

terça-feira, 21 de julho de 2009

♥ Apaixone-se


♥ Apaixone-se

Amor ao Próximo


Apaixone-se definitivamente pelo SEU sonho
(o sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu).

Apaixone-se por sua família
(mesmo que ela não seja do jeito que você planejou, ainda assim, ela é a sua família).

Apaixone-se pelo SEU talento
(mesmo que seu lado crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais "convenientes").

Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada a seu destino
(a primeira é garantida.).

Apaixone-se pelo SEU corpo
(mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui).

Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas
(ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor).

Apaixone-se por aquelas besteiras saudáveis que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse (elas ajudam a sobreviver!).

Apaixone-se pelas pessoas que estão ao seu lado na caminhada do dia-a-dia (a pessoa certa é aquela que está definitivamente do seu lado).

Apaixone-se pelo sol
(ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer).

Apaixone-se por alguém
(não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança).

Apaixone-se pelo SEU projeto de vida
(acredite, a vida é só sua!).

Apaixone-se pela dança da vida, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesas nós teimamos em aprisionar.

Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material.

Apaixone-se por SUAS idéias
(mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada).

Apaixone-se por SEUS pontos fortes
(mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro).

Apaixone-se pela idéia de ser verdadeiramente feliz
(felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores).

Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém...
Apaixone-se por SER HUMANO!
Apaixone-se definitivamente por VOCÊ!

APAIXONE-SE RÁPIDO! O PODER DE DECISÃO SÓ PERTENCE A VOCÊ!

Palavras Escritas por: Autor Desconhecido

************marimaura************

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Maior Bronca que já levei



♥ A Maior Bronca que já levei

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?

Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.

"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

"Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores.

Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de ...".

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto ?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa:
se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos,
se não tentarmos fazer tudo o melhor possível,
seguramente sobraremos na turma do resto.

Palavras Escritas por: Autor Desconhecido


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Lições de vida


A verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser infeliz.

" (ROBERTO SHINYASHIKI) "

♥ A Lição do Velho

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um belíssimo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo garanhão, mas o homem dizia:

-Este animal não é um cavalo para mim; é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?

O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:

- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!

O velho disse:

- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se trata-se de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?

As pessoas riram do velho. Elas sempre pensaram que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o garanhão voltou. Não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não
apenas isso: ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.

Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:

- Velho, você estava certo! Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.

O velho disse:

- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença – como
pode julgar todo o livro?

Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente achavam que o velho estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo. O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, o filho caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram.

Elas disseram

:- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e ele era o arrimo da sua velhice. Agora você esta mais pobre do que nunca.

O velho disse:

- Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.

Então, elas vieram até o velho e disseram:

- Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. E nossos filhos foram-se para sempre.

O velho disse:

- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julguem, porque dessa maneira retardarão sua união com a Divindade. Vocês ficarão obcecados com fragmentos, pularão para as conclusões a partir de coisas pequenas.

Quando alguém julga deixa de crescer. O julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente deseja julgar, porque estar em um processo é sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim.

Um caminho termina e outro começa. Uma porta se fecha, outra se abre. Quando você atinge um pico, sempre existirá um pico ainda mais alto. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e em nele crescer. Somente estes são capazes de caminhar com Deus..

Palavras Escritas por: Autor Desconhecido


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Sentimentos e emoções

  Os pensamentos nos assolam de tal forma que vamos nos sentindo fragilizados e indefesos. As emoções, quando chegam nos faz pequenos e frág...